Você é tão rasa
Seus livros são os da moda
seus conceitos enfadonhos
sua casa, enfeitada
sua vida, morna
Argh, a imbecilidade lhe faz feliz!
Benza a Deus, enxergar com olhos coloridos a vida em preto e branco
Que Ele lhe conserve cega, surda e muda, as mãos estendidas
e aos gemidos dos que têm fome e sede, de pão e justiça.
Permanece então, hipócrita e beneplácita, com seu sorriso de Monalisa,
para que não se arranhe o lustre e nem se trinquem os cristais venezianos
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Inoportuna
Que eu possa estampar toda a dor em teus olhos para que sintas.
Que eu possa estar presente no resto dos teus dias como ferida viva.
Se sou a colheita de teus atos? Que eu seja, então.
Que eu seja a semente que frutificou longe das tuas vistas.
Que eu seja a convidada oculta a tua mesa.
Se sou a inopurtuna? Que eu seja, então.
Que eu povoe seus sonhos.
Que eu seja a primeira a lembrares quando abras os olhos.
Se sou a praga que te assola? Que eu seja, então.
Não deixarei que me esqueças, nos dias que te restam.
Devo a ti essa lembrança, devo a mim.
Se num breve momento, fechares os olhos e minha imagem surgir por trás da tua retina é porque assim, desejo que seja.
A cruz que carregas é a que eu trouxe sempre, junto a mim.
Se sou a resposta aos teus medos? Que eu seja, então.
Se sou a pergunta? Melhor ainda.
Se sou o medo? Somente, tu o sabes.
Que eu seja a solidão que te abraça para que entendas.
- E me sintas... me sintas...
Que eu possa estar presente no resto dos teus dias como ferida viva.
Se sou a colheita de teus atos? Que eu seja, então.
Que eu seja a semente que frutificou longe das tuas vistas.
Que eu seja a convidada oculta a tua mesa.
Se sou a inopurtuna? Que eu seja, então.
Que eu povoe seus sonhos.
Que eu seja a primeira a lembrares quando abras os olhos.
Se sou a praga que te assola? Que eu seja, então.
Não deixarei que me esqueças, nos dias que te restam.
Devo a ti essa lembrança, devo a mim.
Se num breve momento, fechares os olhos e minha imagem surgir por trás da tua retina é porque assim, desejo que seja.
A cruz que carregas é a que eu trouxe sempre, junto a mim.
Se sou a resposta aos teus medos? Que eu seja, então.
Se sou a pergunta? Melhor ainda.
Se sou o medo? Somente, tu o sabes.
Que eu seja a solidão que te abraça para que entendas.
- E me sintas... me sintas...
Chuva
Chove lá fora
e aqui dentro.
Ai, as goteiras d'alma!
e aqui dentro.
Ai, as goteiras d'alma!
Ensaios de Gaveta
Eram dois mas poderiam ser apenas um. Dois perdidos numa noite escura.
Ela não tinha mais ninguém além de si. Partilhava consigo suas angústias. Mastigava-as e as engolia. Mentora de si, absolvia-se.
Ele, logo perderia os que lhes eram caros. vivia a espera do inevitável.
Logo, que se encontraram perceberam a simbiose que o destino lhes propunha. Se identificaram imediatamente. Somente os que eram como eles poderiam perceber a tênue marca deflagrada no canto do olhar. Um sinal de súplica, de profunda solidão.
Ela, seria a água que mataria sua sede. Ele, o abraço que resgata.
Juntaram- se ali, naquele instante. Como testemunhas desta memorável união, entre a dor e o desespero, apenas os bêbados que perambulavam pela madrugada.
Dali em diante, seriam carne da mesma carne e sangue do mesmo sangue. Não se separariam mais.
Na mala, ela levou as poucas coisas que possuía. Algumas cartas amareladas pelo tempo, alguns livros, umas fotografias. No dedo, uma única recordação, o anel que a mãe lhe dera. E no coração a esperança emprestada pelo amor.
Sairam naquela mesma noite. Partiram rápido, antes do encanto se quebrar.
Ela não tinha mais ninguém além de si. Partilhava consigo suas angústias. Mastigava-as e as engolia. Mentora de si, absolvia-se.
Ele, logo perderia os que lhes eram caros. vivia a espera do inevitável.
Logo, que se encontraram perceberam a simbiose que o destino lhes propunha. Se identificaram imediatamente. Somente os que eram como eles poderiam perceber a tênue marca deflagrada no canto do olhar. Um sinal de súplica, de profunda solidão.
Ela, seria a água que mataria sua sede. Ele, o abraço que resgata.
Juntaram- se ali, naquele instante. Como testemunhas desta memorável união, entre a dor e o desespero, apenas os bêbados que perambulavam pela madrugada.
Dali em diante, seriam carne da mesma carne e sangue do mesmo sangue. Não se separariam mais.
Na mala, ela levou as poucas coisas que possuía. Algumas cartas amareladas pelo tempo, alguns livros, umas fotografias. No dedo, uma única recordação, o anel que a mãe lhe dera. E no coração a esperança emprestada pelo amor.
Sairam naquela mesma noite. Partiram rápido, antes do encanto se quebrar.
Mãos Espalmadas
Quando olho para mim gosto do que vejo.
Transcende a beleza. É ver a vida em cada ruga e ama-las pelo que me lembram.
Me sinto cumpridora do meu destino e estou serena.
Meu coração é um lago límpido e imenso de aguas mornas pronto a acariciar os que nele mergulham.
Estou em harmonia comigo mesma e com os que amo.
Mesmo no revés da vida, me sinto consciente que sou provedora e receptora do amor daqueles que me cercam.
Não posso reclamar, a vida me tem sido plena de emoções.
Estou viva e unida a uma Conciência Divina,
sou parte de um todo e sou única.
Sou grata por tudo e principalmente pela oportunidade de seguir aprendendo.
Se caio, eu me levanto.
Compreendo que sempre haverão mãos dispostas a me erguer, se eu estender as minhas.
Transcende a beleza. É ver a vida em cada ruga e ama-las pelo que me lembram.
Me sinto cumpridora do meu destino e estou serena.
Meu coração é um lago límpido e imenso de aguas mornas pronto a acariciar os que nele mergulham.
Estou em harmonia comigo mesma e com os que amo.
Mesmo no revés da vida, me sinto consciente que sou provedora e receptora do amor daqueles que me cercam.
Não posso reclamar, a vida me tem sido plena de emoções.
Estou viva e unida a uma Conciência Divina,
sou parte de um todo e sou única.
Sou grata por tudo e principalmente pela oportunidade de seguir aprendendo.
Se caio, eu me levanto.
Compreendo que sempre haverão mãos dispostas a me erguer, se eu estender as minhas.
Folha em Branco
Minha cabeça anda pesada, quero desistir de ser o que não sou...de verdade, não está em mim.
Sempre fui idealista, queria a verdade sobre todas as coisas. E a verdade como uma criança que brinca de esconde-esconde, fugia de mim.
Eu perguntava: - Está quente? Está frio? E não havia resposta.
Não sou isso! Abdico de todos os meus direitos em favor de meus sonhos. Quero paz interior! A minha visão de paz...
Andei em guerra, medi forças, ultrapassei meus limites, vivi de angústias, me perdi de mim mesma.
Agora, resta o oco que me devora, das intensões desgastadas pela falta de substância.
Eu só queria ser notada, apenas isso. Que me percebessem. Mas andavam tão cabisbaixos conversando com seus umbigos... ou era eu que andava a me perder no meu?
Tento me transformar numa folha em branco. Pronta a aceitar a primeira letra e depois outra e outra. Reescrever o enredo do ponto onde parei.
Fique com o que é seu. Eu nem tinha certeza se queria tanto assim. Fique, se te faz bem. A mim, não importa.
Estou tão cansada.
Sempre fui idealista, queria a verdade sobre todas as coisas. E a verdade como uma criança que brinca de esconde-esconde, fugia de mim.
Eu perguntava: - Está quente? Está frio? E não havia resposta.
Não sou isso! Abdico de todos os meus direitos em favor de meus sonhos. Quero paz interior! A minha visão de paz...
Andei em guerra, medi forças, ultrapassei meus limites, vivi de angústias, me perdi de mim mesma.
Agora, resta o oco que me devora, das intensões desgastadas pela falta de substância.
Eu só queria ser notada, apenas isso. Que me percebessem. Mas andavam tão cabisbaixos conversando com seus umbigos... ou era eu que andava a me perder no meu?
Tento me transformar numa folha em branco. Pronta a aceitar a primeira letra e depois outra e outra. Reescrever o enredo do ponto onde parei.
Fique com o que é seu. Eu nem tinha certeza se queria tanto assim. Fique, se te faz bem. A mim, não importa.
Estou tão cansada.
Primeira Vez
Sou uma mulher?
Quando eu transei pela primeira vez e naquela época chamava-se fazer amor, me olhei no espelho e perguntei:
- Sou uma mulher?
A primeira vista não me parecia assim tão mulher.
Aquele corpinho magro, aquela menina que olhava o espelho tão curiosa sobre as suas mudanças - aonde elas haviam se escondido?
Ouvira tanto dizer que quando uma mulher se deitava com um homem, dava para ver na cara.
E o medo de sair na rua? Da mãe? Deveria andar com as pernas juntas? Será que notariam?
Tudo tinha sido tão perfeito. Melhor que o tão longamente desenhado encontro que fora tantas vezes sonhado em meus sonhos matinais. Sonhos de menina-moça. Eramos tão jovens. Ele havia sido tão delicado, todo minuto perguntava se doía. Eu balançava a cabeça, dizendo que não. Mesmo que doesse eu não diria. Amava-o tão profundamente, que nenhuma dor poderia ser comparada a ausência dele.
Foi mágico...foi entre nuvens e sonhos.
E depois, apenas a persistente pergunta: - Sou uma mulher?
Eu sonhava um dia, casar-me com ele. Foram cinco anos de namoro e um dia, acordei e não estava mais apaixonada. E no entanto, hoje pensando, eu não mudaria uma linha sequer.
As minhas paixões sempre foram assim, avassaladoras num segundo e noutro já não existiam mais. E os finais, sempre se davam pela manhã. Eu acordava e queria um novo descortinar, uma nova estória, uma outra emoção. Era a chave que abria as portas das minhas mudanças.
Quando eu transei pela primeira vez e naquela época chamava-se fazer amor, me olhei no espelho e perguntei:
- Sou uma mulher?
A primeira vista não me parecia assim tão mulher.
Aquele corpinho magro, aquela menina que olhava o espelho tão curiosa sobre as suas mudanças - aonde elas haviam se escondido?
Ouvira tanto dizer que quando uma mulher se deitava com um homem, dava para ver na cara.
E o medo de sair na rua? Da mãe? Deveria andar com as pernas juntas? Será que notariam?
Tudo tinha sido tão perfeito. Melhor que o tão longamente desenhado encontro que fora tantas vezes sonhado em meus sonhos matinais. Sonhos de menina-moça. Eramos tão jovens. Ele havia sido tão delicado, todo minuto perguntava se doía. Eu balançava a cabeça, dizendo que não. Mesmo que doesse eu não diria. Amava-o tão profundamente, que nenhuma dor poderia ser comparada a ausência dele.
Foi mágico...foi entre nuvens e sonhos.
E depois, apenas a persistente pergunta: - Sou uma mulher?
Eu sonhava um dia, casar-me com ele. Foram cinco anos de namoro e um dia, acordei e não estava mais apaixonada. E no entanto, hoje pensando, eu não mudaria uma linha sequer.
As minhas paixões sempre foram assim, avassaladoras num segundo e noutro já não existiam mais. E os finais, sempre se davam pela manhã. Eu acordava e queria um novo descortinar, uma nova estória, uma outra emoção. Era a chave que abria as portas das minhas mudanças.
Espelho
Lucimar, acordou. Levantou-se e olhou no espelho.
A desesperança tomou conta de seu coração. Percebera ali, naquele exato instante, que se não tomasse providências, sua vida se arrastaria morna até que a morte a libertasse.
Lavou o rosto, trancou a porta, sentou-se no chão do banheiro e começou a chorar. Derramava em lágrimas todas as impossibilidades sentidas, as dores guardadas e os medos que a imobilizavam.
Lavou novamente o rosto. Precisava respirar e decidir o caminho a seguir. Se queria ou não as mudanças.
A dor cálida e costumeira havia se tornado um lugar conhecido, quase um porto seguro. Seria talvez, um passo demasiado para quem pretendera tão pouco. Duvidou de suas forças. Despedir-se da dor passada e aceitar as novas e desconhecidas que viriam. Mudar hábitos, tecer esperanças...
Não havia mais tempo, tinha que decidir naquele curto espaço o que já vinha sendo, paulatinamente, desenhado em seus desejos, em sua alma.
Decidiu-se por um vestido vermelho.
- Sim, vermelho combina com a necessidade da hora, com a mudança sentida e ainda não concluída.
Penteou os cabelos, calçou as sandálias e saiu. O cheiro daquela manhã era diferente, as pessoas pareciam diferentes. Ela já não era mais a mesma, descobrira a ousadia do viver, gritava sua liberdade por todos os poros, as correntes pesadas ficaram caídas na memória.
O vento passava por entre seus cabelos e um sorriso de vitória, desenhou-se em seus lábios.
A desesperança tomou conta de seu coração. Percebera ali, naquele exato instante, que se não tomasse providências, sua vida se arrastaria morna até que a morte a libertasse.
Lavou o rosto, trancou a porta, sentou-se no chão do banheiro e começou a chorar. Derramava em lágrimas todas as impossibilidades sentidas, as dores guardadas e os medos que a imobilizavam.
Lavou novamente o rosto. Precisava respirar e decidir o caminho a seguir. Se queria ou não as mudanças.
A dor cálida e costumeira havia se tornado um lugar conhecido, quase um porto seguro. Seria talvez, um passo demasiado para quem pretendera tão pouco. Duvidou de suas forças. Despedir-se da dor passada e aceitar as novas e desconhecidas que viriam. Mudar hábitos, tecer esperanças...
Não havia mais tempo, tinha que decidir naquele curto espaço o que já vinha sendo, paulatinamente, desenhado em seus desejos, em sua alma.
Decidiu-se por um vestido vermelho.
- Sim, vermelho combina com a necessidade da hora, com a mudança sentida e ainda não concluída.
Penteou os cabelos, calçou as sandálias e saiu. O cheiro daquela manhã era diferente, as pessoas pareciam diferentes. Ela já não era mais a mesma, descobrira a ousadia do viver, gritava sua liberdade por todos os poros, as correntes pesadas ficaram caídas na memória.
O vento passava por entre seus cabelos e um sorriso de vitória, desenhou-se em seus lábios.
Reino Aluap
Num reino encantado e distante chamado Aluap, nasceu uma linda princesa chamada Bianca.
Seus cabelos castanhos claros rajados de sol, sua pele branca quase rosada, seus olhos castanhos e intensos. As vezes indecifráveis, noutras translúcidos. Sempre verdadeiros. Quanto amor se pode ver neles.
Nasceu num castelo cor de rosa que aparece por entre as nuvens em dias de muito sol. Parece uma miragem ou um sonho que se sonha acordado e que num instante desaparece. Nesta terra encantada onde vive a princesa Bianca, o tempo pára para ver toda a beleza que existe. As flores são mais coloridas. Borboletas e libélulas brincam sobre as águas cristalinas que descem da cachoeira. Se ouve uma leve música no ar e lá, todos são felizes.
Esse reino encantado prepara uma grande festa. Não uma festa comum. Uma festa mágica, como tudo neste reino. É um grande dia, Bianca fará 15 anos. E todos desejam ansiosos o grande momento. Presentes incomuns esperam por ser abertos, caixas de alegrias, pacotes de desejos, sonhos embrulhados em finos papéis de presente com grandes laçarotes de todas as cores.
Seus pais desenham seu futuro, com atenção e esmero. São como todos os pais de mundos encantados ou não. Desejam o melhor, se esforçam pelo melhor e querem que sua vida seja sempre mágica e brilhante. Que em cada descoberta haja luz e emoção. Que seu caminhar seja reto e que se houver pedras, que elas sejam transpostas com naturalidade. Porque as vezes, as pedras também nos dão respostas.
Mas sobretudo, eles confiam na força que existe dentro da princesa Bianca. Se por fora é tão bela; por dentro é muito mais. E essa princesa, um dia será descoberta por um príncipe quase encantado, que saberá olhar dentro desses olhos... Ah! Mas essa é uma outra estória que tem muito, muito tempo para ser contada.
Seus cabelos castanhos claros rajados de sol, sua pele branca quase rosada, seus olhos castanhos e intensos. As vezes indecifráveis, noutras translúcidos. Sempre verdadeiros. Quanto amor se pode ver neles.
Nasceu num castelo cor de rosa que aparece por entre as nuvens em dias de muito sol. Parece uma miragem ou um sonho que se sonha acordado e que num instante desaparece. Nesta terra encantada onde vive a princesa Bianca, o tempo pára para ver toda a beleza que existe. As flores são mais coloridas. Borboletas e libélulas brincam sobre as águas cristalinas que descem da cachoeira. Se ouve uma leve música no ar e lá, todos são felizes.
Esse reino encantado prepara uma grande festa. Não uma festa comum. Uma festa mágica, como tudo neste reino. É um grande dia, Bianca fará 15 anos. E todos desejam ansiosos o grande momento. Presentes incomuns esperam por ser abertos, caixas de alegrias, pacotes de desejos, sonhos embrulhados em finos papéis de presente com grandes laçarotes de todas as cores.
Seus pais desenham seu futuro, com atenção e esmero. São como todos os pais de mundos encantados ou não. Desejam o melhor, se esforçam pelo melhor e querem que sua vida seja sempre mágica e brilhante. Que em cada descoberta haja luz e emoção. Que seu caminhar seja reto e que se houver pedras, que elas sejam transpostas com naturalidade. Porque as vezes, as pedras também nos dão respostas.
Mas sobretudo, eles confiam na força que existe dentro da princesa Bianca. Se por fora é tão bela; por dentro é muito mais. E essa princesa, um dia será descoberta por um príncipe quase encantado, que saberá olhar dentro desses olhos... Ah! Mas essa é uma outra estória que tem muito, muito tempo para ser contada.
Sétima
Quando nasci, meu pai perguntou:
- Homem ou mulher?
- Mulher.
- Já tenho seis. Pra que mais?
E não me quis.
Sou mulher de dentro pra fora
e de fora pra dentro.
Gosto de ser mulher, fêmea, feminina.
Rosa que sangra, canta, encanta
e seus males espanta.
Gestei, dei a luz, amamentei.
Nasci no ato de parir,
me reconheci mulher e me amei.
- Homem ou mulher?
- Mulher.
- Já tenho seis. Pra que mais?
E não me quis.
Sou mulher de dentro pra fora
e de fora pra dentro.
Gosto de ser mulher, fêmea, feminina.
Rosa que sangra, canta, encanta
e seus males espanta.
Gestei, dei a luz, amamentei.
Nasci no ato de parir,
me reconheci mulher e me amei.
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Quem sou eu
- Ana Paula Ribas
- carioca, taróloga, historiadora em formação pelo Instituto Federal de Goiás, mãe, crocheteira de fios e palavras, ensaísta e poeta de gaveta.